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A vida só tem sentido quando serve de preparação para vidas melhores.

A moral não é produto do meio social, mas da consciência.

Toda a beleza espiritual do passe espírita provém da fé racional no poder espiritual.

O materialista não é livre, pois está preso à ideia fixa de que tudo é matéria.

A Educação Espírita visa o desenvolvimento pleno do indivíduo, considerando-o um ser imortal e cósmico.

Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos.


 

heculano microfone

J.Herculano Pires foi comunicado que Roberto Montoro, proprietário da Rádio Mulher, pretendia colocar na programação da emissora um programa espírita semanal, com a duração de uma hora. E mais: desejava fosse o programa estruturado e apresentado por ele.  O apóstolo de Kardec aceitou o convite, pois lhe fora assegurado que teria a mais ampla liberdade, “podendo tratar do espiritismo em todos os seus aspectos, sem restrição, e responder a qualquer pergunta” dos ouvintes.

No Limiar do Amanhã ia ao ar aos sábados à noite e obteve sucesso imediato em São Paulo. A Rádio Mulher passou a reprisá-lo aos domingos, pela manhã. A Rádio Morada do Sol, de Araraquara e a Rádio Difusora Platinense, de Santo Antônio da Platina, no Paraná, retransmitiram-no, também, com expressiva audiência. O vigoroso programa prestou inestimável serviço à doutrina espírita durante três anos e meio. Herculano Pires, obviamente, jamais aceitou da Rádio Mulher qualquer espécie de remuneração.

Nesta seção do site, você vai poder ouvir os áudios originais dos programas, e também ler o texto  integral da transcrição.

 AGRADECIMENTOS

A Fundação Maria Virgínia e J. Herculano Pires agradece a todos os que colaboraram com a criação do acervo desta seção, doando gravações dos programas, em especial a Aldrovando Góes Ribeiro, Maria de Lourdes Anhaia Ferraz e Miguel Grisólia.

No Limiar do Amanhã, um desafio no espaço.

Nosso desafio de hoje é dirigido aos espíritas, um desafio em família. Que-remos que vocês espíritas que ouvem o nosso programa, examinem a posi-ção que assumiram no movimento espírita.

Por que motivo se tornaram espíritas? O que pensaram encontrar no Espiritismo? O que tem feito para verificar se a posição tomada está certa? O que entendem vocês por Espiri-tismo?

Essas questões são de importância vital nesta fase de transição da vida terrena. Os que entraram no Espiritismo pensando ter encontrado a religi-ão certa, verdadeira. Por acaso se esforçaram para conhecer a doutrina, compreender a posição do Espiritismo em face do cristianismo e das diver-sas religiões cristãs? Ou se acomodaram como bem aventurados escolhi-dos de Deus, criaturas privilegiadas que só teriam uma coisa a fazer. Es-perar a proteção espiritual na terra e depois da morte a recompensa devida no espiritual? Vocês amigos ouvintes, que entraram no Espiritismo pela mão do sofri-mento, arcados ao peso da dor. Encontraram a cura desejada, a paz ínti-ma, o reconforto? Estão alegres e pensam que Deus se alegra com isso? Pedem todos os dias ajuda aos guias e dão esmolas de vez em quando co-mo quem paga uma compra feita a prestações?

Não lhes passou pela mente que o Espiritismo como os espíritos ensina-ram a Kardec, tem por objetivo transformar o mundo, afastar da terra o egoísmo? Vejam bem, afastar o egoísmo, esse monstro insaciável que devo-ra os corações e impede a realização do reino de Deus entre os homens. Não lhes passou pela mente que o Espiritismo é uma guerra de todos os dias, de todas as horas, de todos os minutos, contra a ignorância, a mal-dade, a ganância, a maledicência e a exploração do próximo?

Estais ávidos de novidades, ávidos de revelações, de saber mais e mais coi-sas sobre a vida espiritual, sobre as encarnações anteriores? E de estabe-lecer relações com espíritos que se dizem protetores e capazes de resolver todos os vossos problemas?

Estais fazendo do Espiritismo uma seita religiosa, eivada de superstições? Ninguém vos disse que as atitudes místicas, a santidade fingida, o medo de viver a vida como ela é, a voz macia disfarçando o fermento do ódio no coração, as palavras doces escondendo as intenções agressivas, são ele-mentos negativos que vos impedem de compreender o Espiritismo? O que pensais da doutrina? Que ela veio ao mundo para dar cobertura à nossa indolência, à nossa preguiça mental?

Examine amigo ouvinte, examine enquanto é tempo, a sua posição no Es-piritismo. Se você não for livre, livre do medo, livre de compromissos im-postos pelo medo, livre dos resíduos supersticiosos da sua formação religi-osa, você não estará em condições de ser espírita. Porque o Espiritismo só aceita a fé racional, a fé que não se apóia apenas no sentimento, mas so-bretudo na razão. Os princípios espíritas lhe dão conhecimento das leis de Deus. E as leis de Deus são as que governam toda natureza, desde a maté-ria bruta até a consciência humana.

O Espiritismo é a mensagem do Espírito da Verdade que vem completar o ensino do cristo, esclarecer o que ele só disse em figuras. Traduzir as ale-gorias à luz do raciocínio. Realizando essa obra imensa ele transforma a terra. Mas a transformação do mundo começa no coração do homem. Quem fizer do Espiritismo uma nova seita salvacionista, buscando apenas a sua salvação pessoal, está traindo a doutrina e enganando-se a si mes-mo.

Estude amigo ouvinte, estude à sério. De maneira metódica, sistemática. Você está no Espiritismo para esclarecer-se e esclarecer os outros. Apren-da, desenvolva a sua capacidade de raciocinar. E não se entregue por co-vardia, por egoísmo, às mistificações dos espíritos enganadores que prometem revelar novidades aos que nem sequer aprenderam ainda, os princípios fundamentais da revelação espírita. No Limiar do Amanhã, um desafio aos espíritas.

Produção do Grupo Espírita Emmanuel, transmissão 160, quarto ano. Lo-cutora: Jurema Iara. Sonoplastia: Antonio Brandão. Técnica de som: Paulo Portela. Direção e participação do professor Herculano Pires. Gravação nos estúdios da Rádio Mulher, São Paulo.

Diálogo No Limiar do Amanhã. Ante o alvorecer da nova era, dialogamos sobre os problemas da vida, do destino e da morte.

Pergunta 1: Por que os espíritos se comunicam através de médiuns e não diretamente com a gente?

Locutor - Pergunta o ouvinte Mário Silva Gamboa. Primeiro. Por que os espíritos se comunicam através de médiuns? Se todos temos me-diunidade porque não falam diretamente com a gente?

JHP - Na verdade nós vivemos num diálogo constante com os espíritos. De acordo com os princípios do Espiritismo nós estamos cercados por uma humanidade invisível. Nosso mundo é um mundo interpenetrado com ou-tro, com o mundo espiritual. Vivemos na matéria mas somos espíritos. En-tão temos no nosso próprio corpo, uma demonstração positiva do que é essa interpenetração dos mundos. O nosso mundo material orgânico, o nosso corpo, o nosso cosmos orgânico, está interpenetrado pelo corpo espiritual. Nós somos uma junção de dois corpos, o corpo material e o corpo espiritual. E o espírito que usa os dois corpos é o centro da nossa personalidade, da nossa vida, da nossa consciência. Assim também é o mundo ao nosso redor. O mundo material é interpenetrado pelo mundo espiritual. Na dimensão espiritual vivem os espíritos livres do seu corpo material. Na dimensão material vivemos nós com os nossos corpos pesados.

Entretanto, as relações mentais são constantes entre nós e os espíritos. Eles nos falam através da intuição, das sugestões, dos pressentimentos, de tudo quanto nos dão através da nossa própria mente, na maioria das vezes sem percebermos que estamos em comunicação com eles. Assim, os bons espíritos nos levam com suas sugestões para o caminho do bem, os maus espíritos procuram levar-nos para o caminho do mal. Esta é a mediunida-de generalizada, das pessoas que não são propriamente médiuns, destina-dos a executar suas funções no campo mediúnico. Mas que não obstante todas elas, todas as pessoas estão em permante relação com os espíritos. As próprias religiões admitem isso, lembrando que nós temos os anjos guardiães que nos acompanham e protegem. Os anjos guardiões são os espíritos bons. E que temos os demônios ou espíritos maus que nos perse-guem e nos aturdem. Estes são no Espiritismo os espíritos inferiores, nos-sos irmãos e não demônios necessitando de esclarecimento.

Pergunta 2: Para onde vão os espíritos das crianças que morrem sem receber o batismo?

Locutor - Professor, para onde vão os espíritos das crianças que morrem sem receber o batismo? Para o limbo como dizem os padres? Mas porque, que culpa têm elas?

JHP - O senhor tem razão. Os espíritos não têm culpa nenhuma, ao nascerem neste mundo e morrerem logo em seguida, sem sequer terem recebido um sacramento religioso de parte dos homens. Mas na verdade os espíritos são filhos de Deus. Quando vêem ao mundo é porque Deus lhes permitiu a sua encarnação. E se morrem antes de ser batizados é porque a sua passagem neste mundo tinha de ser breve. Na verdade Deus não se importa com os formalismos humanos. As igrejas podem afirmar que uma criança não batizada vai para o limbo ou fica em estafo de inconsciência no mundo espiritual até o fim do mundo. Podem dizer coisas semelhantes mas a verdade não é essa. A justiça de Deus paira acima de todas as convenções humanas, ela não está sujeita a essas convenções. Dessa maneira devemos compreender o que o Espiritismo nos ensina, o que os espíritos superiores ensinam através da mediunidade. As crianças que morrem cedo, mesmo que não estejam batizadas, mesmo que não tenham recebido nenhum socorro de nenhuma igreja da terra, elas voltam para Deus como todas as demais criaturas. Pergunta 3: Deus é um homem, ou seja, tem a forma humana?

Locutor - E a terceira pergunta. Deus é um homem, ou seja, tem a forma humana?

JHP – Não. Nós que geralmente pensamos em Deus com a forma humana. Por que? Porque estamos habituados a essa forma. Mas nós mesmos em espírito não possuímos essa forma humana. Certa vez Kardec perguntou aos espíritos superiores que o ensinavam no tocante aos problemas da doutrina. Kardec perguntou. Os espíritos puros que já evoluíram suficien-temente libertando-se não só do corpo material, mas até mesmo da forma ainda humana do corpo espiritual, estes espíritos tem forma? E os espíri-tos responderam a ele. Para nós tem, para vós não. Então Kardec compre-endeu que os espíritos têm uma forma própria, própria da entidade espiri-tual, da centelha divina que anima o homem. Mas que nós não temos per-cepção para essa forma. Assim, Kardec compreendeu isto e perguntou de novo. Mas se nós pudéssemos ver um espírito na sua forma própria, como isso se passaria? E os espíritos responderam. Vocês veriam um espírito puro como se fosse uma centelha etérea. Pergunta 4: Por que o Espiritismo não tem padres ou pastores como as outras igrejas?

Locutor - Pergunta o ouvinte José Ambrosio Melchior, da Rua Genebra. Primeiro. Por que o Espiritismo não tem padres ou pastores como as outras igrejas?

JHP - Porque o Espiritismo não é uma igreja. As igrejas que se constituí-ram na terra com base nos ensinamentos de Cristo, do Buda, de Hermes, de Zoroastro, ou de qualquer outro grande iniciador de religiões. De qual-quer outro grande espírito evoluído que veio a terra para trazer ensina-mentos espirituais. Estas igrejas são construída pelos homens, são feitas pelos homens, de acordo portanto com as convenções humanas. Ora, o Espiritismo nunca pretendeu ser uma igreja. Ele veio a terra como diz Kardec muito bem, como ele acentuou na sua própria obra, o Espiritismo veio a terra para iluminar as religiões. Para auxiliar as religiões a saírem dos seus formalismos asfixiantes e compreenderem a liberdade do espírito, da vida espiritual. Assim sendo, o Espiritismo nunca pretendeu transformar-se em religião. No início do desenvolvimento da doutrina, nós podemos verificar isto pela leitura dos livros de Kardec, principalmente da Revista Espírita. No início as religiões começaram a se aproximar do Espiritismo. Houve bispos na França, padres em toda Europa que se manifestaram a favor do Espiritismo. E particularmente do Livro dos Espíritos. Mas posteriormente começou a esboçar-se a reação religiosa contra o Espiritismo. Então os espíritas foram excomungados pelas suas igrejas. Foram posto fora de suas igrejas. E foi então que Kardec disse que neste momento era preciso que os espíritas tomassem o seu próprio caminho desenvolvendo a religião espírita. Ou seja, o cristianismo, o evangelho de Jesus em Espírito e Verdade, mas que não se constituíssem numa nova igreja formalista.

Pergunta 5: Quem revelou o Espiritismo?

Locutor – Professor, quem revelou o Espiritismo? Foi o profeta Allan Kardec inspirado por Deus ou por satanás?

JHP - Allan Kardec não era um profeta. Allan Kardec era um cientista, era um pedagogo, um grande professor, discípulo de Pestalozzi e continuador da obra emérita de Pestalozzi no mundo. Allan Kardec nunca pretendeu ser um profeta e nem quis iniciar na terra uma nova religião. O senhor pode ver isto num livrinho chamado O Que é o Espiritismo, um livro de Kardec. O senhor vê ele dizer ali. O Espiritismo veio como um auxiliar das religiões. Porque no tempo de Kardec as religiões estavam sofrendo com a violenta agressão do materialismo. As ciências se desenvolviam, as pesqui-sas científicas contraditavam os dogmas da religião. Aquilo que na religião aparecia como um castigo de Deus, como um terremoto por exemplo, uma erupção vulcânica. A ciência mostrava que decorria de leis naturais, de processos naturais. E a ocorrência destes fenômenos não tinha nenhuma relação com os problemas morais. Por exemplo, quando a explosão do Ve-súvio soterrou as cidades de Pompéia e Herculano. Disseram que Deus estava punindo os romanos que vinham ali para as estações de Pompéia e de Herculano, passar os seus fins de semana ou suas férias, porque eles se entregavam as orgias. Entretanto, as maiores orgias se passavam em Roma e não em Herculano e Pompéia, onde se reuniam poucos romanos. A grande maioria e o foco mesmo das orgias e dos desmandos do império era a capital, era Roma. No entanto o Vesúvio só atingiu as pequenas cidades que estavam nas suas fraudas.

Ora, é evidente que não se podia atribuir isto a uma ação de Deus no sen-tido de punir aquelas criaturas, mas sim ao desenvolvimento de um pro-cesso natural que provocou erupção do Vesúvio. E naturalmente se houve ligação, e realmente houve, ligação dos problemas espirituais com estas catástrofes, foi no sentido de fazer com que pessoas que tinham contas a ajustar por exemplo, não com Deus, mas com suas próprias consciências, tivessem ido passar as suas férias naquele momento lá perto do Vesúvio. Ora assim sendo, Kardec entendendo tudo isto não pretendia fazer o espi-ritismo uma religião. Ele queria que o Espiritismo esclarecesse as religiões, para que as religiões pudessem enfrentar o materialismo no campo da razão e no campo até mesmo da experimentação científica. Então Kardec nunca foi e nem quis ser um profeta. Agora quanto a sua pergunta se ele foi inspirado, se ele foi inspirado por Deus ou por satanás. O que que o senhor entende por satanás? O senhor entende que satanás é um adversário de Deus? É um inimigo de Deus? O senhor não sabe que satanás é uma criatura de Deus? Quando por exemplo aparece satanás na bíblia como sendo lúcifer. O que é que diz a própria bíblia? Diz que lúcifer era um anjo, era um anjo dos mais elevados e dos mais sábios, que se revoltou contra Deus. Trata-se portanto de uma alegoria, de uma simples alegoria. Satanás para nós espíritas é a personificação mitológica das forças inferiores da natureza. Mitológicas veja bem, satanás é um mito.

O que chamam de satanás nas religiões. Por exemplo quando um padre vai fazer o exorcismo de uma pessoa possessa pelo demônio. O que está ali presente não é satanás, é um espírito inferior. É um espírito mau no sen-tido de sua inferioridade, de sua ignorância, de sua brutalidade. Este espí-rito então se diverte com a crendice dos outros, apresentando-se como satanás. Por que? Porque as pessoas ficam mais apavoradas quando ele diz que é satanás. Satanás nesse sentido que o senhor propõe, de um ad-versário de Deus, nunca pode existir, nunca podia ter existido. Deus não tem adversários. Deus é o absoluto. Não sei se o senhor poderia compre-ender bem isto. Deus é o absoluto. O absoluto é aquilo que não depende de ninguém. É aquilo que vive e existe por si mesmo e que pode criar todas as coisas. Isto é Deus. Ele não podia estar sujeito portanto a contradição de um espírito criado por ele mesmo e que se teria rebelado contra ele. De maneira que não precisamos pensar se Kardec era inspirado por Deus ou por satanás. Pois toda obra de Kardec luminosa, obra que está cheia de ensinamentos dos mais elevados e que representa o cumprimento daquilo que Jesus prometeu antes de morrer. O cumprimento da sua promessa de enviar à Terra o Espírito da Verdade para esclarecer o que ele havia dito e os homens confundiriam mais tarde. Toda esta obra de Kardec está cheia evidentemente para todos os que tem olhos de ver, ouvidos de ouvir e capacidade de sentir. Esta obra está cheia da presença luminosa do pensamento de Deus.

Pergunta 6: Como se justifica aceitar uma religião de batuque, danças, pinga e charuto?

Locutor - Professor, o senhor que é um homem instruído aceita uma religião de batuque, danças, pinga e charuto? Como justifica isso? JHP - Isso é perfeitamente justificável. A religião a que o senhor se refere, religião de batuque, danças, pinga e charutos, é o que se chama no estudo das religiões, de religiões primitivas, religiões selvagens, religiões que nas-cem nas selvas. O que o senhor queria que os selvagens fizessem? Eles não tem instrução, não tem cultura. Entretanto sentem dentro de si o im-pulso de adoração a Deus. A adoração a Deus de acordo com o Espiritismo é uma lei natural que dirige a personalidade humana. A criatura humana desde os seus estados mais rudimentares, mais inferiores até os mais ele-vados, ela traz consigo, dentro de si mesmo o impulso de adorar a Deus. É uma lei, uma lei universal. Então os selvagens querendo adorar a Deus, mas não sabendo como, improvisaram os seus ritos bárbaros. Esses ritos em que o senhor encontra danças, batuque, pinga, charuto e outras coisas semelhantes, foi a maneira que eles encontraram de manifestar os seus sentimentos de adoração a Deus.

Mas o senhor confunde isto com Espiritismo? Nunca lhe passou pelas mãos um livro espírita? O senhor nunca leu O Livro dos Espíritos? Nem consultou O Evangelho Segundo o Espiritismo? Ora meu amigo, não faça confusões. Essas danças primitivas que o senhor encontra aqui no Brasil não tem nada a ver com Espiritismo. São religiões selvagens da África que foram trazidas ao Brasil pelos negros escravos e aqui se misturaram com o catolicismo, não com o Espiritismo. Com o catolicismo, que o Espiritismo nem havia naquele tempo, nem existia ainda. Se misturaram com as práti-cas católicas e com as religiões primitivas dos nossos índios também. Des-sa mistura nasceu aquilo que hoje sociologicamente se chama o sincretis-mo religioso afro-brasileiro. Sincretismo quer dizer mistura, mistura de religiões da África com misturas de religiões do Brasil. Essas misturas nos deram então este processo sincrético de religiões bárbaras, primitivas que são adotadas por pessoas inteligentes e cultas aqui no Brasil, em virtude de superstições que estas pessoas trazem consigo, resíduos supersticiosos. Então essas pessoas pensam que através das práticas destas religiões primitivas vão conseguir resultados materiais, que o Espiritismo na sua espiritualidade superior não oferece a ninguém.

Pergunta 7: Por que a religião espírita não domina o mundo como o catolicismo?

Locutor - Professor, a ouvinte Lázara Tucunduva, da Praça da Árvore, pergunta. Primeira. Se a religião espírita é a verdadeira porque não domina o mundo como o catolicismo?

JHP - Será que o catolicismo realmente domina o mundo? A senhora está apenas vivendo numa parte do mundo. Por exemplo, lá no oriente existe em lugar do catolicismo, no campo do próprio cristianismo, existe a religi-ão ortodoxa. Esta religião ortodoxa tem este nome de ortodoxa porque ela acha que ela é que está com a doutrina certa do Cristo. Ortodoxia quer di-zer doutrina certa. Então esta religião é que domina lá no oriente e não o catolicismo aqui do ocidente. Assim, a senhora se engana quando pensa que o catolicismo domina o mundo. Na China por exemplo o catolicismo sempre foi uma minoria, na Índia nem se fala. E nos países da Europa mesmo a senhora sabe que em grande parte domina o protestantismo que é uma rebelião contra a igreja católica.

Ora, diante disso a senhora está vendo que nenhuma religião domina o mundo, porque a finalidade da religião não é dominar o mundo. A finali-dade da religião é dar aos homens uma orientação espiritual a fim de que eles se dominem a si mesmos. O Espiritismo representa na Terra o último estágio que nós conhecemos. O último, não quer dizer que é o derradeiro, é o último para nós. O último estágio do desenvolvimento do cristianismo. O cristianismo que o Cristo nos trouxe através do seu evangelho é a religião verdadeira. Porque é aquela religião que realmente satisfaz as indagações, aos anseios de conhecimento e as aspirações mais profundas da alma humana. Mas este cristianismo foi deformado pelos homens. Então o trabalho que o Espiritismo agora realiza, e é por isso que eu o considero uma religião legítima, verdadeira. O trabalhão que o espiritismo agora realiza é o de restabelecimento do cristianismo na sua pureza primitiva. Esta é a grande função do Espiritismo, não dominar o mundo, mas iluminar o mundo.

Pergunta 8: São os espíritos que se comunicam nas sessões ou são os demônios?

Locutor - A segunda pergunta da ouvinte Lázara. São os espíritos que se comunicam nas sessões ou são os demônios?

JHP - A palavra demônio vem do grego. Por exemplo, o filósofo Sócrates se dizia acompanhado de um demônio, um daimon, como se diz em grego. E ele consultava esse demônio em todos os momentos em que se encontrava diante de dificuldades. Na história da filosofia a senhora encontra o episó-dio das relações de Sócrates com o seu demônio. Assim, a palavra demônio não queria dizer entre os gregos e nem no tempo de Jesus, não queria di-zer satanás, diabo ou coisa semelhante. Queria dizer apenas espírito. Ha-via o mau demônio e o bom demônio. O demônio de Sócrates por exemplo era um demônio bom, era o seu espírito guia. Os demônios que atormentavam as criaturas eram espíritos inferiores. O Espiritismo veio esclarecer isto e mostrar assim que na verdade nós não devemos ter medo de palavras. Os demônios no sentido bem profundo da palavra, no sentido verdadeiro, legítimo da palavra, são os espíritos. Os espíritos maus são espíritos nossos irmãos, são como as criaturas maldosas que nós vemos aqui na terra, que ao morrerem passam para o espaço, para a vida espiritual nessa mesma situação. Porque ninguém melhora com a morte, só se melhora através das encarnações sucessivas. É um lento trabalho que se tem de fazer para melhorar a criatura humana. Então eles passam para lá, estes espíritos de criaturas maldosas, carregados de maldade e continuam agir maldosamente. São eles que as igrejas consideraram como demônios, como representantes de satanás, uma figura tenebrosa que seria a opositora de Deus no universo e que lutaria contra Deus tomando a Deus as almas que ele criou. O que é um contra senso. A senhora deve compreender dona Lázara, que isto é um contra senso. Admitir que Deus, o supremo ser, o absoluto, criador de todas as coisas estivesse sujeito a um espírito que se rebelou contra ele e no fim está perturbando toda a sua obra e pondo a perder as suas criaturas, os seus filhos amados que somos nós todos.

Pergunta 9: O senhor não sabe que a bíblia condena o Espiritismo?

Locutor - A terceira pergunta da ouvinte Lázara Tucunduva, da Praça da Árvore. Professor, o senhor não sabe que a bíblia condena o Espiri-tismo?

JHP - A bíblia não condena o Espiritismo. Esta é uma velha balela que tem sido divulgada contra o Espiritismo com uma insistência aterradora. Eu digo aterradora porque é de aterrar, é de dar medo ver pessoas insistirem tanto numa coisa tão errada. Alegam que no Deuteronômio, no capítulo dezesseis e no capítulo dezoito, Moisés condenou o Espiritismo. O Espiri-tismo não existia no tempo de Moisés. O Espiritismo é uma doutrina no-víssima que nasceu na França em meados do século passado. Portanto uma doutrina do século dezenove que se desenvolveu mais amplamente no século vinte. Ora, dizer que a bíblia condena o Espiritismo é querer servir-se de uma maneira enganosa de condenar o Espiritismo. O que Moisés condenou foi o seguinte. Os israelitas que haviam sido escravizados no Egito. Durante o tempo que lá estiveram como escravos, submetidos ao poder egípcio, eles misturaram a sua religião judaica com as religiões supersticiosas que havia no Egito. Assim quando eles vieram de lá, quando Moisés conseguiu libertá-los e trazê-los para a terra de Canaã na busca de um lugar apropriado onde eles iam desenvolver realmente a civilização judaica, eles vieram carregados com aqueles elementos supersticiosos. Faziam práticas de adivinhação, práticas mágicas de toda espécie, pois a magia dominava naquele tempo no mundo inteiro. E Moisés que lutava para que a religião judaica se depurasse de todas essas coisas, condenou essas práticas. Quem lê a condenação do Deuteronômio e lê uma obra espírita esclarecedora do assunto, vê que aquelas condenações que Moisés fez, o Espiritismo também faz. O Espiritismo não admite que ninguém esteja consultando os mortos. Ou seja, os espíritos, porque mortos na verdade tanto somos nós como os espíritos. Vivos tanto somos nós como os espíritos e mortos também. Somos vivos aqui na terra no corpo material. Somos vivos no espaço no corpo espiritual. Mas tanto aqui na terra quanto no espaço, se nós não estivermos acordados, despertos para a compreensão espiritual, nós estamos mortos. E necessitamos de ressuscitar.

Ora, então aconteceu isso, Moisés quis mostrar isto e condenou essas prá-ticas que o Espiritismo também condena. Não há na bíblia nenhuma con-denação do Espiritismo. Pelo contrário, a bíblia inteira, desde o Gênese até os últimos livros bíblicos e o novo testamento. Até portanto o final das escrituras sagradas do judaísmo e do cristianismo, que nós vamos encontrar no Apocalipse. O que nós temos é uma seqüência espantosa de manifestações mediúnicas, de manifestações de espíritos. Para que a senhora tenha uma explicação mais clara disto, uma compreensão mais clara. Eu lembraria a senhora que o apóstolo Paulo ensina que quando Moisés conversou com Deus no Monte Sinai e recebeu as tábuas da lei, ele na verdade não conversou com Deus, mas sim com emissários de Deus, com mensageiros. E Paulo acrescenta, mensageiros são os anjos. Anjo quer dizer mensageiro. Os anjos é que conversavam com Moisés. E de que maneira conversavam os anjos? Os anjos para nós no Espiritismo são os espíritos puros. Conversavam através da mediunidade de Moisés.

Além disso há por exemplo no livro de Números, na bíblia, um episódio muito esclarecedor da posição de Moisés a respeito da mediunidade. Vejam bem. Moisés reunia os anciãos de Israel, era uma espécie de senado do povo israelense, na sua tenda no deserto para decidir problemas de administração e de orientação do povo. Mas nestas ocasiões Moisés fazia uma sessão espírita, os anciões cantavam, oravam, e os espíritos se manifestavam. Era nestas sessões que apareciam o espírito de Jeová, que os israelitas consideravam como sendo o próprio Deus. Não era Deus, era um enviado de Deus, era um espírito guia do povo israelita. Este espírito Jeová se manifestava na tenda de que maneira? A bíblia nos dá uma descrição bastante precisa da manifestação de Jeová. Primeiro descia uma espécie de nuvem sobre a barraca, sobre a tenda. Depois lá dentro também surgiam as fumaças, grandes nuvens de fumaça e do meio dessa nuvem surgia de repente a figura de Jeová. Se a senhora ler qualquer coisa sobre fenômenos de materialização de espíritos, verá que este era praticamente um fenômeno de materialização. Moisés realizava na sua tenda uma sessão de materialização em que Jeová se materializava e conversava com ele. Na Europa dos fins do século passado, muitas sessões de metapsíquica foram realizadas por grandes cientistas europeus como sabemos, em que as entidades espirituais se manifestavam desta exata e precisa maneira. Assim, o que nós temos na bíblia no tocante ao Espiritismo nada mais é do que uma confirmação plena, completa, maravilhosa de toda fenomenologia espírita. Podemos mesmo dizer que a bíblia é o maior repositório de fatos espíritas existentes no mundo.

Pergunta 10: Diante da reencarnação, como explicar o aumento da população da terra?

Locutor - Professor, a ouvinte Ângela Costa Munhoz, de Osasco, per-gunta. Primeiro. Se os espíritos vão e vem através de reencarnação, como se explica o aumento da população da terra?

JHP - É curioso como este problema preocupa muitas criaturas. Já várias vezes nos fizeram estas pergunta aqui, esta mesma pergunta aqui no pro-grama e nos fazem constantemente. Preocupam-se com o aumento da po-pulação da terra em relação com o problema da reencarnação, porque pensam que só a terra é habitada. Essas pessoas têm a idéia de que Deus só povoou o nosso mundo, a Terra, e isso é um absurdo. Deus é o supremo poder criador do universo. O universo está cheio de mundos. Não só de mundos no sentido individual de planetas, mas de sistemas solares e de constelações imensas. Quando nós usamos o termo por exemplo galáxia, nós estamos usando um termo técnico da astronomia. Galáxia é uma seqüência de constelações. É uma união de constelações. Um conjunto de sois com seus sistemas solares, que se estendem pelo espaço formando um verdadeiro universo, como aqui na terra se forma os continentes. Aqui na terra nós temos os continentes divididos pelos mares. No espaço nós temos as galáxias divididas pelo espaço, pelo éter espacial, pelas formas etéreas do espaço. Então precisamos navegar por exemplo num mar aéreo durante muito tempo para irmos de uma galáxia a outra, de um continente a outro como vamos aqui na terra.

Ora, todo esse universo povoado de mundos ao infinito por acaso estaria vazio? Só a Terra um dos menores, dos mais insignificantes e dos mais pobres planetas do universo. Só a terra é que teria o privilégio de ser habitada por criaturas humanas? É preciso compreender além disso que Jesus disse no evangelho, está lá escrito de maneira bem clara, que Deus nunca parou de criar. Deus trabalha sempre. Deus está sempre criando, porque ele cria através do processo de evolução no universo inteiro. Os espíritos povoam o universo todo até o infinito. E a população da terra quando é aumentada é porque está recebendo aqui na terra a vinda de espíritos de outros mundos que Deus envia para o nosso planeta, precisamente afim de aumentar a população terrena. Kardec recebeu uma comunicação importante dos espíritos superiores em fins do século passado em que eles diziam o seguinte. A terra está longe de possuir a população para a qual ela foi criada. Vai haver um grande aumento de população que assustará muita gente. Mas este aumento está previsto nos desígnios de Deus. Pergunta 11: Quem se comunica nas sessões espíritas?

Locutor - Segunda pergunta. Quem morre está morto, ninguém volta da morte para nos contar alguma coisa. A viagem da morte é a última que fazemos e sem regresso. Quem se comunica nas sessões espíritas?

JHP - A sua afirmação não tem a menor razão de ser. Como a senhora po-de afirmar com tanta ênfase que ninguém volta da morte? Se a senhora é religiosa, a senhora sabe que Jesus voltou da morte. E Jesus veio conver-sar com seus apóstolos, com seus discípulos para mostrar-lhes que ele ha-via vencido a morte. Mas ele não voltou em carne e osso, ele voltou no seu corpo espiritual e se comunicou como se comunicam os espíritos que se materializam nas sessões, nas sessões espíritas. Poderia lembrar a senho-ra que também Lázaro voltou da morte. E Lázaro voltou a chamado de Je-sus, o que mostra que voltar da morte não é pecado. Por outro lado pode-ria lembrar a senhora que Jesus no evangelho conversa continuamente com espíritos. Ele fala com espíritos maus expulsando-os das pessoas. E ele conversa com os anjos, com os espíritos bons que o assistiam. Jesus estabeleceu por assim dizer o diálogo mediúnico entre vivos e mortos. E os mortos estiveram presentes com ele, se nós quisermos chamar de mortos os espíritos que na verdade são mais vivos do que nós, quando da transfi-guração no Monte Tabor. A senhora se lembra disso? De um lado de Jesus apareceu Elias, de outro lado Moisés. Dois espíritos que ali apareceram para conversar com Jesus. E os apóstolos caíram por terra diante do es-plendor daquela manifestação mediúnica.

Ora, dizer portanto que ninguém volta da morte num mundo em que, co-mo nós sabemos, os grandes livros de todas as religiões. As pesquisas his-tóricas e as pesquisas científicas no mundo inteiro estão provando que os espíritos se comunicam desde todos os tempos. E que os espíritos estão dando contínuas informações a nós sobre o que se passa no mundo espiri-tual. Nesta hora, principalmente nesta hora em que os estudos da para-psicologia no mundo inteiro se desenvolvem neste mesmo sentido, provando a comunicabilidade dos espíritos. Nesta hora em que o professor Raudive na Alemanha, o professor Konstantin Raudive, apresenta ao último congresso de parapsicologia trinta mil gravações em fitas magnéticas de comunicações de espíritos por ele recebidas. E estas comunicações recebidas por um grande cientista, um investigador. Nesta hora em que na Rússia, na Rússia Soviética materialista, em que não aceitam a sobrevivência da alma. Os próprios cientistas russos se viram obrigados a pesquisar o problema das comunicações espíritas. E estão verificando que elas realmente existem. É nesta hora que a senhora vem me perguntar se aqueles que se manifestam nos centros espíritas, não são espíritos, porque ninguém volta da morte? Aconselho a senhora a se atualizar, a ler um pouco sobre este assunto. E a senhora irá ver que na verdade os espíritos voltam sempre da morte.

Abrindo o evangelho ao acaso, encontramos o seguinte. Lucas 12, 22-26:

“Jesus disse aos seus discípulos: portanto vos digo, não andeis cuidadosos da vida pelo que haveis de comer, nem do corpo pelo que haveis de vestir, pois a vida é mais do que o alimento e o corpo mais que o vestido. Considerai os corvos que não semeiam nem ceifam, não tem dispensa nem celeiro, contudo Deus os alimenta. Quanto mais valei vós do que as aves? Qual de vós por mais ansioso que esteja pode acrescentar um cúbito a sua estatura? Se pois não podeis fazer nem as coisas mínimas, porque estais ansiosos pelas outras?”

Este trecho do evangelho de Lucas é bastante significativo como ensino moral, mas também encerra alguns aspectos que nós poderíamos conside-rar como de natureza científica. Por exemplo quando Jesus diz que nós valemos mais do que as aves e quanto valemos mais, é a sua expressão, ele está colocando o problema no campo da evolução. As aves constituem seres ainda rudimentares, os seres inferiores da criação que estão se de-senvolvendo, ao passo que no homem nós temos a culminância da evolu-ção da vida na terra. O homem é aquele momento em que o espírito toma consciência de si mesmo. O homem tem consciência. E justamente por isto ele então encara a vida e o mundo de uma maneira autônoma, independente, como uma criatura que atingiu a maturidade espiritual. Ora, sendo assim porque este homem se interessa tão profundamente pelas coisas materiais. Ele se perde na voragem da ganância, do anseio de enriquecer, de possuir cada vez mais, de guardar recursos em seus celeiros, como se o mundo estivesse abandonado por Deus. E como se não houvesse para as criaturas a possibilidade de encontrar aquilo de que elas necessitam para viver.

Jesus não aconselha com isto a indolência, a preguiça, a irresponsabilida-de, como certas pessoas pensam ao ler esse trecho. Jesus apenas nos lembra que nós estamos sobre a proteção de Deus. Nós os homens, como também as aves e todos os demais animais. A todo ser que Deus deu vida, Deus concede os elementos necessários para sustentar a vida. Não há pois necessidade do homem se tornar tão ansioso, tão desvairado diante da possibilidade de conquistar riquezas e de entesourar o que ele necessita. Quando um homem começa entesourar demais, ele está se colocando na posição que causa prejuízo aos outros, porque Deus concede a todos os seus benefícios. Mas quando uma criatura se apossa desses benefícios a-penas para si mesmo, essa criatura prejudica as demais. O ensino de Je-sus é sempre no sentido de nos colocarmos numa posição altruísta e não egoísta. Quando nós temos recursos, devemos empregar estes recursos de tal maneira que eles vão beneficiar outras pessoas. Não devemos retê-los conosco avaramente, como se não pudéssemos deixá-los escapar porque morreríamos de fome. E então Jesus usa essa expressão poética, bonita, lembrando-nos que as aves do céu não precisam ter esta ansiedade que nós temos, nem se importam com isto, e no entanto não lhes falta o neces-sário para sobreviverem.

Espiritismo é reforma de sentimentos e de atividades mentais. Trabalhe o seu próprio coração enquanto é tempo. Não desperdice os seus dias que estão passando mais rápido do que você pensa. Hoje é a hora, amanhã será tarde.

No Limiar do Amanhã, está nascendo uma nova era, acorde.

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