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A vida só tem sentido quando serve de preparação para vidas melhores.

A moral não é produto do meio social, mas da consciência.

Toda a beleza espiritual do passe espírita provém da fé racional no poder espiritual.

O materialista não é livre, pois está preso à ideia fixa de que tudo é matéria.

A Educação Espírita visa o desenvolvimento pleno do indivíduo, considerando-o um ser imortal e cósmico.

Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos.

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MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO
Francisco Cândido Xavier

“Em nossa reunião pública, o ponto oferecido à assembléia de amigos foi o item 4 do capítulo XXII de O evangelho segundo o espiritismo. As opiniões expostas pelos comentaristas foram as mais diversas, todas elas, porém, detonando o propósito de acertamos no bem, na esfera de nossas atitudes domésticas, especialmente sobre matrimônio e divórcio.

Como sempre sucede, na fase terminal de nossas tarefas, o nosso caro Emmanuel escreveu a página que se intitula Casar-se. Algumas senhoras presentes, alegando desejar a continuidade dos mesmos estudos sobre o tema nas cidades em que residem, solicitaram seja a mensagem do nosso amigo espiritual enviada às suas mãos para os seus abençoados comentários.

Cumpro, assim, com muito prazer, o que prometi às nossas irmãs.”

CASAR-SE
Emmanuel

Não basta casar-se. Imperioso saber para quê.

Dirás provavelmente que a resposta é óbvia, que as criaturas abraçam o matrimônio por amor.

O amor, porém, reclama cultivo. E a felicidade na comunhão afetiva não é prato feito e sim construção do dia a dia.

*

As leis humanas casam as pessoas para que as pessoas se unam segundo as leis divinas.

*

Se desposaste alguém que te constituía o mais belo dos sonhos, e se encontras nesse alguém o fracasso do ideal que acalentaste, é chegado o tempo de trabalhares mais intensivamente na edificação dos planos que ideaste de início.

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Ergueste o lar por amor e tão-só pelo amor conseguirás conservá-lo.

Não será exigindo tiranicamente isso ou aquilo de quem te compartilha o teto e a existência, que te desincumbirás dos compromissos a que te empenhaste.

Unicamente doando a ti mesmo em apoio da esposa ou do esposo é que assegurarás a estabilidade da união em que investiste os melhores sentimentos.

Se sabes que a tolerância e a bondade resolvem os problemas em pauta, a ti cabe o primeiro passo a fim de patenteá-las na vivência comum, garantindo a harmonia doméstica.

*

Inegavelmente, não se te nega o direito de adiar realizações ou dilatar o prazo destinado ao resgate de certos débitos, de vez que ninguém pode aceitar a criminalidade em nome do amor. Entretanto, nos dias difíceis do lar recorda que o divórcio é justo, mas na condição de medida articulada em última instância. E nem te esqueças de que casar-se é tarefa para todos os dias, porquanto somente da comunhão espiritual gradativa e profunda é que surgirá a integração dos cônjuges na vida permutada, de coração para coração, na qual o casamento se lança sempre para o mais alto, em plenitude de amor eterno.

O CULTIVO DO AMOR
Irmão Saulo

A lei civil do casamento, segundo lemos no item 4 do capítulo XXII de O evangelho segundo o espiritismo, “tem por fim regular as relações sociais e os interesses familiares, segundo as exigências da civilização”. E a seguir vem esta observação: “Mas nada, absolutamente, impede que ela seja um corolário da lei de Deus.” E a lei de Deus, no caso, é a lei do amor. Quer dizer que o casamento civil deve efetuar-se por amor e não por conveniência de qualquer espécie. A falta de conjugação dessas duas leis, a humana e a divina, é a causa principal dos fracassos no casamento.

Entre os interesses que podem influir na determinação do casamento figuram também a vaidade e a atração sexual, ambos elementos estranhos ao amor e por isso mesmo de natureza efêmera. Em casos dessa natureza, como em vários outros, a separação se torna inevitável e o divórcio aparece então como a lei civil que serve de remédio à separação dos casais, permitindo aos pares frustrados a reconstrução do lar em bases legítimas com outros cônjuges. “Um dia se perguntará – diz ainda o trecho citado – se uma cadeia indissolúvel não aumentará o número das uniões irregulares”.

Mas quando o lar se formou com base no amor, as decepções que podem surgir têm o remédio no próprio amor. Quem ama sabe tolerar e perdoar. As dificuldades serão superadas dia a dia pelo cultivo do amor. Basta que cada cônjuge se lembre de que as frustrações são recíprocas. O mesmo acontece com o artista na realização de sua obra. O ideal está sempre acima do real. Mas o verdadeiro artista sabe disso e procura superar a sua frustração pelo esforço constante de aperfeiçoamento.

O cultivo do amor é como o cultivo da arte. E quem romper um casamento de amor, por simples intolerância, não encontrará mais remédio para a sua solidão.

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