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A vida só tem sentido quando serve de preparação para vidas melhores.

A moral não é produto do meio social, mas da consciência.

Toda a beleza espiritual do passe espírita provém da fé racional no poder espiritual.

O materialista não é livre, pois está preso à ideia fixa de que tudo é matéria.

A Educação Espírita visa o desenvolvimento pleno do indivíduo, considerando-o um ser imortal e cósmico.

Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos.

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PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO


Provocou grande interesse dos leitores a opinião favorável de Emmanuel ao desenvolvimento da educação espírita em seus vários aspectos, segundo os trechos da entrevista de Chico Xavier que divulgamos no domingo passado. Numerosos leitores nos solicitaram o esclarecimento do último trecho, que infelizmente saiu truncado. Para atender a todos, resolvemos voltar ao assunto, reproduzindo o trecho prejudicado, que é realmente da mais alta importância. Assim, nossos leitores ficarão bem inteirados da posição da espiritualidade superior no tocante aos problemas da educação no meio espírita.

COMO SERES TERRENOS

Francisco Cândido Xavier

Pergunta: O que acha você, Chico, ou Emmanuel, da organização de cursos, até mesmo de escolas de espiritismo de tipo universitário, para o aprofundamento do vários aspectos de doutrina espírita?

Chico Xavier: É outra modalidade de educação. Se pudermos organizar esses cursos com a respeitabilidade precisa, com o espírito de pontualidade nos compromissos assumidos por aqueles que os iniciam, para que a continuidade seja mantida, se encontrarmos esses apóstolos da continuidade para a manutenção dessas bênçãos, devemos começar com essas empresas o mais depressa possível, para a chamada dinamização da ideia espírita e para a intensificação dos valores culturais da nossa doutrina.

Pergunta: Acho que sem uma preparação dos espíritas para enfrentarem essa tarefa, que nos escapa no momento, não poderemos cumprir o nosso dever de espíritas no futuro. Não é?

Chico Xavier: Diz Emmanuel que atravessamos uma fase como essa a que se refere o nosso amigo, em que precisamos encarar esse assunto com espírito de muito realismo. E para isso devemos esquecer as heranças menos construtivas das religiões tradicionais, que nos alimentaram por muitos séculos, que veneramos muitíssimo, mas que hoje não nos atendem aos impulsos e aos anseios de progresso espiritual. Precisamos considerar, neste caso, o sentido humano da doutrina espírita. Os espíritas não são anjos, nem delinquentes, são criaturas humanas. Os espíritas não estão no céu e também não estão no inferno. Estão na Terra. Somos seres terrenos. Então, como seres terrenos, vamos enfrentar os nossos problemas para resolvê-los – vamos fazer cursos para estudar os assuntos como seres humanos.

A CULTURA ESPÍRITA
Irmão Saulo

Duas coisas ficaram bem claras nesse trecho da entrevista de Chico Xavier: 1) Os cursos de espiritismo são necessários e os cursos de nível universitário devem ser organizados “o mais depressa possível”; 2) A modalidade superior da educação espírita tem por fim a “dinamização da ideia espírita” e a “intensificação dos valores culturais da doutrina”. Essas são afirmações textuais de Emmanuel, como podemos ver acima, feitas através de Chico Xavier.

Esses trechos constam da entrevista gravada com o médium, feita no ano passado, em Uberaba, por ocasião do primeiro aniversário do programa No Limiar do Amanhã. No segundo trecho, que começa assim: “Diz Emmanuel”, o entrevistado teve a confirmação do espírito para a sua tese de que estamos na fase histórica de desenvolvimento da cultura espírita no mundo, sendo necessário que nos interessássemos pela criação de escolas espíritas no nível superior, destinadas a dar aos jovens uma formação espírita em sólidas bases culturais.

Ao referir-se ao sentido humano da doutrina espírita, Chico Xavier fez uma digressão para afirmar a necessidades de encararmos os espíritas, e particularmente os médiuns, os divulgadores e os dirigentes espíritas, como criaturas humanas e não como anjos. Voltando a tratar do problema educacional, ele acentuou de novo esse problema, mostrando que somos "seres terrenos" e precisamos de cursos para estudar a doutrina como “seres terrenos”.

Essas acentuações do problema cultural-espírita em termos esclarecem o erro, engano dos que pretendem manter a educação espírita apenas em termos espirituais, como se não estivéssemos encarnados na Terra e não tivéssemos a obrigação de absorver a cultura do mundo juntamente com a cultura espírita, para que esta ilumine e amplie as dimensões daquela.

O espiritismo não pode ser encarado como uma doutrina divina, desligada do contexto cultural terreno. Essa a razão porque “devemos esquecer as heranças menos construtivas das religiões tradicionais”, pois que elas estabeleceram uma divisão prejudicial entre a cultura religiosa e a cultura mundana. O espiritismo não é apenas uma revelação espiritual, como esclareceu Kardec, mas uma dupla revelação, divina e humana, que se entrosa num processo histórico único e representa um momento de síntese da evolução cultural do homem.

Uma escola de espiritismo de nível universitário estabelece a fusão entre o saber humano e o saber que a ciência do espírito nos proporciona através do espiritismo. Por outro lado, essa escola superior, que se constitui de cursos regulares para a formação do “novo homem”, não pode funcionar de maneira aleatória, sujeita à disponibilidade eventual de professores diletantes, mas necessita de um corpo docente organizado em bases profissionais, da mesma forma que um hospital espírita precisa contar com serviços de médicos e enfermeiros profissionais, sob pena de não atingir a sua finalidade. Daí a afirmação de Emmauel de que “precisamos encarar esse assunto com espírito de muito realismo”.

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